Posts Tagged ‘Passeio’

Parque da Cidade

07/09/2010

Este coco pequeno vai dar hoje uma de Pequenópolis, o blog de Mariana Carneiro, o  melhor roteiro para programas infantis na cidade.
Vou  indicar um lugar bacana para passeios com as crianças: o Parque da Cidade.
Grande novidade, diria você. Sim, a cidade inteira conhece o lugar. Sim, pra piorar ele está meio abandonado por este prefeito ………., cada pontinho é um adjetivo cabeludo, impróprio num post sobre programas infantis.
Sim, mas então pra que indicar?
Porque fomos hoje pela manhã eu, André e Maria. E os meninos gostaram muito do programa, do pula, pula, da água de coco, dos sapos coaxando, do vento no bambuzal, sinal de filhotes de sacis na área, segundo Maria,
A menina disse ter sido esse  um dos dias mais felizes da vida, embora não seja apenas mérito do parque porque este é o texto preferido dela dos últimos dias. Aproveite garota, essa fartura costuma escassear com a vida adulta.
Mas indico também porque muitas pessoas perdem o passeio, talvez por preconceito. A turma da chamada  classe média média,bem mediana,  como nós, não frequenta. Tem preconceito e medo do lugar.
O parque tem uma frequência mesclada. Os IDHs nórdicos moradores do alto do Itaigara usam o lugar como pista de cooper e para passear os lulus. A maioria dos frequentadores de domingo são os IDHs haitianos,  dos bairros periféricos. em piqueniques bem familiares. A meninada se diverte e o clima é de quermesse do interior, com uma pobreza digna e familiar. E alegre.
A opção do parque é ideal para semanas chuvosas como essa, perigosa para frequentar as águas turvas das praias. E impraticável pra quem ainda não comprou sombreiro, cadeiras  e isopor, como a gente.

Choveu mais fotos

15/04/2009

Continua chovendo fotos do passeio pelo subúrbio ferroviario. Clique nas imagens e nos links para viajar mais uma vez.

caze-jpgWladimir Cazé, no Silva Horrida – Guia de Cidades.

marceloMarcelo de Trói, no Gregos & Baianos,  no Flickr e no Orkut.

Já registradas  nos posts anteriores: 

Haroldo Abrantes, no blog Maria Muadiê

Giuseppe Fiorentino, no Flickr

Shirley Stolze, no Flickr

Fátima Caires, no Orkut

Mariana Carneiro, no Picasa

Talita Nunes, no Picasa

Gilberto Lyrio, no Orkut e no Flickr

E vem aí o passeio de catanica… Aqui.

Choveu fotos

08/04/2009

Continuam chegando as fotos.

talita-flickr2

Que trem é esse? Clique para ver a viagem de Talita Nunes

gilberto-lyrio

Clique para ver a viagem de Gilberto Lyrio

Veja as demais fotos desta chuva:

Haroldo Abrantes, no blog Maria Muadiê

Giuseppe Fiorentino, no Flickr

Shirley Stolze, no Flickr

Fátima Caires, no Orkut

Mariana Carneiro, no Picasa

vem aí ainda as viagens  de Trói, Dalize, Luísa, Marcus…

Choveu gente

06/04/2009

Acima, os 360º de Haroldo Abrantes

E gente das mais preciosas fontes. Cinquenta almas, contadas em casa por mim e Soraya, na lembrança de cada uma delas. Vivi um dia de pinto no lixo. Feliz com minha renca, com uma renca de gente bonita, astral, divertida. Enfim, sem palavras, começo a receber as imagens. As primeiras vieram de Haroldo/Martha. Depois as de Giuseppe Fiorentino (Pepe), Gilberto, Shirley, Fátima, Mariana…
O post continua em construção, com a adição as fotos que chegam. Última atualização, 06/04 às 22:48.

haroldo

A viagem, por Haroldo Abrantes. Clique na imagem para ver as demais fotos.

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A viagem, por Giuseppe Fiorentino (Pepe). Clique.

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A viagem, por Shirley Stolze. Clique.

A viagem, por Fátima Caires

A viagem, por Fátima Caires. Clique.

A viagem, por Mariana Carneiro. Clique.

A viagem, por Mariana Carneiro. Clique.

Sincronicidade

01/04/2009

Achei hoje este vídeo postado no YouTube por Lucas Tanajura  há oito dias. É um resumo antecipado de parte do visual do  passeio do próximo domingo.

Ainda não sabe do passeio?  vá aqui.

Vê, ói que céu

27/03/2009


Se a gente vai de trem e traz fotos de balaio, a culpa só pode ser de  Maria Sampaio. Ela, que fez recentemente a mesma viagem,  me passou pessoalmente a missão, ontem, após o  show de Jussara. Escrever um post organizativo para o passeio fotográfico Calçada-Plataforma-Ribeira, com possível pit stop no Boca de Galinha, no dia 05 de abril, um domingo, com partida da estação da Calçada prevista para entre 8:30 e 9:00 horas, a depender do horário do trem. De corpo presente, já confirmaram Maria, Miro, Edu e Shirley Stolze. Havia comentado no meu trabalho sobre a idéia e Marcelo e Cazé toparam na hora. A partir de agora este post vai listar os interessados. Deixe um comentário confirmando presença ou mande e-mail para gusmaomarcus@gmail.com

Roteiro incompleto e provisório:

Domingo (não é esse, é o próximo, viu Maria?), dia 05 de abril:
Estação da Calçada – 8:30 veja novo roteiro e horários aqui.
Estação Almeida Brandão – Boca de Galinha (a confirmar)
estação Plataforma
Travessia de barco até a Ribeira
Sorveteria da Ribeira

Presenças confirmadas:

  1. André (de Soraya e Marcus)
  2. Bárbara Maia 
  3. Caio Valente – Fórmula Carango (de Emília e Nilson)
  4. Dalise Figueirêdo
  5. Edu O. – Monólogos na Madrugada
  6. Emília Valente
  7. Fátima Caires
  8. Fernando
  9. Franciel – Ingresia
  10. George Sami – UMBEMCOMUM
  11. Guilherme (de Mariana e Fernando)
  12. Lucas Barbosa
  13. Luísa – BU (de Soraya e Marcus)
  14. Marcus – Licuri
  15. Maria – Continhos para Cão Dormir (a culpada)
  16. Maria (de Soraya e Marcus)
  17. Mariana – Pequenópolis, crianças à solta na Soterópolis
  18. Miro Paternostro – BE-A-BA
  19. Nilson Galvão – Blag
  20. Pepe
  21. Sérgio Berbert
  22. Shirley Stolze
  23. Soraya Gusmão
  24. Taiane – Indagações Perenes
  25. Tró – Gregos & Baianos
  26. Vida (de Lucas)
  27. Wladimir Cazé – Silva horrida – Guia de cidades

Aguardo confirmações e sugestões. Atualizado em 27/03, às 19:58.  Última confirmação: Pepe.

Morar na janela. Na Rua? No chão? O cais e a volta no forte

08/06/2008

Luísa na escola, André na escola, Soraya na escola, cada qual na sua escola e sobrou a manhã de sábado para mim e Maria. Manhã livre para gastar no que der e vier. Deixamos André, deixamos Soraya em Brotas, Luísa foi sozinha. Fomos então em direção aos meus nove anos, ao Largo 2 de Julho dos meus nove anos, em direção à Mônica, irmã que mora em uma janela no Areal de Cima, numa das mais belas janelas da Baía de Todos os Santos. Mônica mora num lugar onde  eu sonhei morar, numa kitinete na Rua  Areal de Cima, num edifício do fim dos anos 50, início dos 60, com o nome na fachada em letra cursiva, numa elegância fake: Edifício Calábria. É um dos sonhos não concretizados, como ter uma Olivetti Praxis, uma Pentax 20 ou um Gurgel. Até possíveis agora, mas já  inúteis ou não cabem mais na minha vida. Quem sabe na velhice, se velho ficar, ainda more em uma janela debruçada sobre a baía?

Ao ser lembrada da última visita ao forte, Maria pediu um bis. Talvez pelo passeio de barco.

Na calçada do Elevador Lacerda três garotos dormiam na calçada. Nada sobre eles, nenhum forro. Maria  já vinha olhando e manteve o olhar  quando passamos. Voltou a cabeça pra trás e permaneceu olhando, arrastada, quase sem equilíbrio. Paramos. Ela soltou a minha mão, se virou completamente.

_ Por que eles estão dormindo aí?

_ Devem ter ficado acordado pela rua até tarde, aí ficaram cansados e dormiram.

_ Na Rua? No Chão?, perguntou novamente,  com forte entonação em rua e chão. Ficou sem resposta.

Continuou calada, eu também. Pensei que tivesse esquecido.

Passamos por dentro do Mercado Modelo, hordas de turistas de junho começam a chegar, todos devidamente assediados por vendedores de correntes, por ciganas, por uma tropa de garçons que perguntam a todo o momento se a gente quer sentar, se quer comprar, se quer isso e aquilo e eu vou me livrando com o clássico bordão: sou baiano, rei.

Meninos dormindo na calçada, vendedores pedintes, parte de um quadro previsível. Antes achava que eles espantavam os turistas. Já penso ao contrário. Atraem. Fazem parte da miséria que eles, de alguma maneira, querem ver. Pagam pra ver. Bahia sem capitães da areia? Não é Bahia.

Já na porta do  terminal de embarque paramos para uma água de coco. Maria pediu um batom. Eu também. Comemos batom e entre uma tragada e outra da água de coco, Maria comentou, assim, aparentemente do nada.

_Eu nunca vi pessoas dormindo na rua.

 
Sentados com as pernas penduradas eu e Maria, Maria e eu ficamos uns bons 15 minutos na ponta do cais móvel do forte (este em T aí em cima)  ao som de um reggae que vinha de um barco em manutenção e da  oscilação do pequeno cais, que aumentava quando passava um barco. Ficamos ali olhando os peixes e uma mancha de óleo transparente sob nossos pés.  O  marinheiro sumia e aparecia junto ao casco com óculos de mergulho e espátula. Foi Maria quem viu.
_ Olhe o homem lá. Vai aparecer.
_Olha três barcos! Três pra Maria, que tem três anos, significa quantidade. Havia muitos barcos na Baía.
Eu e minha caçula, somente  a gente, num programa raro, talvez único. Com Maria fiz uma coisa que nas únicas três vezes anteriores que estive no forte, todas de um ano pra cá, tive só vontade. Andar em torno da borda,  na parte de cima. Antes que você me julgue mais maluco do que eu sou, a borda tem uns 10 metros de largura, e mesmo que  seja um pouco inclinada para fora, caminhamos rentes à parte de dentro. Maria notou a diferença.
_ Aqui bate um ventinho.
Mas o passeio terminou antes do círculo se fechar. Assim como a terra, o forte não é absolutamente redondo, é achatado em um dos pólos. E este achatamento deu fim ao nosso passeio circular.