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Perdeu, nostalgia.

Sempre defendi que o melhor Carnaval é qualquer Carnaval com os hormônios dos 20 anos. A BaianaSystem me mudou de ideia ontem, na Castro Alves. Aliás, comecei a mudar sexta, ao encontrar Riachão subindo a ladeira do Pelô serelepe, a bordo de quase 95. Reformulo a ideia, o melhor Carnaval é quando o som bate junto com o coração e faz você pular, faz você cantar, faz você dançar, faz você amar. Hoje.
Playsom, playsom. Já ouviu é déjà vu.
E tive um déjà vu ontem ao descer a Castro Alves no mesmo local onde lá no começo dos 80 ouvi pela primeira vez os tambores do Olodum, onde amanhecia com Armandinho. A Baiana colocou tudo isso numa panela, juntou todos os ritmos e serviu no presente, e juntou gente, e chamou gente, e misturou todo mundo, fez renascer a praça. Balançou o chão da praça, da Carlos Gomes.  Ano passado desci com eles e me senti intruso, no meio daquela meninada. Ontem não, estava misturado ao bolo, que só aumenta.

Até sexta não tinha pretensão de ir pra rua. Mas aí Paulinho da Viola chamou, fomos. Aí o Ilê chamou, fomos. E emendamos com a Rumpilezz, com o Gandhy, com a Baiana. A rua tá muito boa, a Praça tá muito boa. Hoje.
Perdeu, nostalgia.

PS. O melhor é que ficou registrado. A partir de -0:28.

Baiana

 

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Livre-arbítrio

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Conversei hoje com uma pessoa sabida, destas tais fora da curva, e ela me garantiu: livre-arbítrio é uma grande balela.
Concordei.
O que a gente faz, por cima e por baixo dos panos, está a uma distância razoável do que supomos comandar.
Ou como diz Paulinho da Viola, quem me navega é o mar.
Ou Zeca Pagodinho, vida leva eu.
Ou como diria o velho Freud, o tal inconsciente.
Mas o que tem a ver tudo isso com estes porquinhos pensativos fotografados por mim outro dia na Praça Castro Alves?
Nada.
Mas eles parecem também levemente desprovidos de livre-arbítrio.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10200211122937525&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1