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Perdeu, nostalgia.

08/02/2016

Sempre defendi que o melhor Carnaval é qualquer Carnaval com os hormônios dos 20 anos. A BaianaSystem me mudou de ideia ontem, na Castro Alves. Aliás, comecei a mudar sexta, ao encontrar Riachão subindo a ladeira do Pelô serelepe, a bordo de quase 95. Reformulo a ideia, o melhor Carnaval é quando o som bate junto com o coração e faz você pular, faz você cantar, faz você dançar, faz você amar. Hoje.
Playsom, playsom. Já ouviu é déjà vu.
E tive um déjà vu ontem ao descer a Castro Alves no mesmo local onde lá no começo dos 80 ouvi pela primeira vez os tambores do Olodum, onde amanhecia com Armandinho. A Baiana colocou tudo isso numa panela, juntou todos os ritmos e serviu no presente, e juntou gente, e chamou gente, e misturou todo mundo, fez renascer a praça. Balançou o chão da praça, da Carlos Gomes.  Ano passado desci com eles e me senti intruso, no meio daquela meninada. Ontem não, estava misturado ao bolo, que só aumenta.

Até sexta não tinha pretensão de ir pra rua. Mas aí Paulinho da Viola chamou, fomos. Aí o Ilê chamou, fomos. E emendamos com a Rumpilezz, com o Gandhy, com a Baiana. A rua tá muito boa, a Praça tá muito boa. Hoje.
Perdeu, nostalgia.

PS. O melhor é que ficou registrado. A partir de -0:28.

Baiana

 

Paulinho da Viola

29/11/2013

Quisera eu estar hoje numa redação  novamente para presenciar a fala do rio Paulinho da Viola. Domingo pretendo prestar reverência no meio da praça. Quase feliz como há 22 anos, quando antes do show tive a oportunidade de participar da entrevista coletiva.

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Livre-arbítrio

18/07/2013

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Conversei hoje com uma pessoa sabida, destas tais fora da curva, e ela me garantiu: livre-arbítrio é uma grande balela.
Concordei.
O que a gente faz, por cima e por baixo dos panos, está a uma distância razoável do que supomos comandar.
Ou como diz Paulinho da Viola, quem me navega é o mar.
Ou Zeca Pagodinho, vida leva eu.
Ou como diria o velho Freud, o tal inconsciente.
Mas o que tem a ver tudo isso com estes porquinhos pensativos fotografados por mim outro dia na Praça Castro Alves?
Nada.
Mas eles parecem também levemente desprovidos de livre-arbítrio.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10200211122937525&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Zabumba bumba esquisito

30/05/2009

Morreu do coração. Tem expressão mais injusta? O pobre bate, bate, bate, bate a vida inteirinha e vem o outro e diz que um morreu do coração.
Sofre do coração. Esta já não é injusta, é dúbia.
Coração apertado.  De onde vem esta mão invisível?
Enfim, acordei hoje pensando no coração. No meu coração que anda batendo descompassado. Literalmente.

Um sabor de vidro e corte

Resignado e mudo no compasso da desilusão

Quer guardar o mundo em mim

Não sei por que

Timoneiro

08/12/2008

A culpa é de Franciel

03/12/2008

A palavra tem força, portanto um comentário num blog  muda nosso destino. Seu Franciel, piloto do Ingresia, o único blog do universo autorizado pelo MKC, me aconselhou a focar nas coisas importantes.

Aceitei a sugestão. Queimei então um dos navios, joguei fora mais um peso do balão. Passei para a frente o trabalho temporário  do turmo alternativo.  Pronto, só falta agora desembuchar o tal artigo, mais um relatório de fim de ano e… Pratigi e Moreré, lá vou eu.

 

Acordei hoje ainda mais chateado porque com esta confusão toda acabei esquecendo do Dia do Samba, ontem na praça da Sé, com a presença de Paulinho da Viola.

 

Estava precisado de ouvir ao vivo Não sou em quem me navega….

 

Mas minha tristeza é menor do que a de seu Franciel, que passou o dia se preparando para o grande encontro, fez post anunciando o momento histórico e…vá então ao Ingresia saber se ele já contou o que aconteceu ontem.

 

O que passou, passou?

06/12/2007

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Tento fixar-me  no presente para fugir do pretérito a cada dia mais perfeito e do futuro incerto. Aí vem  Paulinho da Viola  e me dá um belo toque no domingo,  na estréia da TV Brasil, ao propor um antídoto antinostalgia: 

Eu costumo dizer que meu tempo é hoje. Eu não vivo no passado, o passado vive em mim. 

Mas aí o sacana do Nilson Pedro, no blag,  cogita o tiro de misericórdia  nas minhas presentes pretensões:

O futuro some a cada segundo.
O presente é um trânsito.
Só o passado existe.