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Moro sobre um crime ambiental batizado com nomes de jardins botânicos europeus

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Imagem do Google Maps em 13/02/2014

O Google está desatualizado. Esta imagem copiada hoje mostra uma das maiores áreas verdes do Bairro do Acupe de Brotas, sobre a qual desenhei a olho a poligonal vermelha. Nesta poligonal, em agosto de 2009, ou seja, há quatro anos e meio, começaram a erguer um condomínio residencial com seis torres de 25 andares cada.

A história da construção  me intriga e me motiva a buscar, com a ajuda de vocês destas tais redes sociais, algumas respostas para umas perguntinhas básicas.

Pausa para algumas informações.

No dia 31 de agosto do ano passado, a promotora Hortênsia Pinho solicitou que a Justiça determinasse a suspensão das obras, dos efeitos da licença ambiental concedida pela prefeitura, a proibição da comercialização dos apartamentos, a demolição parcial das construções e a reparação dos danos ambientais, em ação ajuizada no Ministério Público Estadual.

No texto da divulgação da ação , publicado no site do MP, também é dito que as denúncias de irregularidades ambientais foram apuradas pelo MP em 2009, “quando foi instaurado inquérito civil e feita posterior proposição às empresas de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O objetivo do Termo era promover a restauração ecológica da área degradada, a elaboração do EIV, e custeio de projetos ambientais ou aquisição de área preservada com três hectares de Mata Atlântica, no valor de R$ 3 milhões.”

Como estou escrevendo este texto na varanda de um dos 600 apartamentos construídos, significa que moro sobre um crime ambiental ainda sem castigo para as empreiteiras Arc Engenharia Ltda.,Brotas Incorporadora Ltda, PDG Reality S.A. Empreendimentos e Participações, e Agra Empreendimentos Imobiliários, parceiras na empreitada.   Quem começou a obra executada pela Arc foi a Brotas Incorporadora, vendida para a Agra, vendida para a Agre, vendida para a PDG.

As empresas foram acusadas de infringir a legislação ambiental e urbanística municipal. Segundo o MP, “as torres foram erguidas em Área de Preservação Ambiental Permanente (APP) e em Área Arborizada (AA) protegida por previsão expressa no PDDU, o que resultou no desmatamento total da vegetação sem qualquer autorização e no aterramento ilegal de recursos hídricos de bioma Mata Atlântica. O terreno ocupado irregularmente corresponderia a mais de 36 mil metros quadrados de área construída, ou duas torres e meia do empreendimento.”

Ironicamente, o crime ambiental contra a nossa Mata Atlântica foi batizado de Pátio Jardins e cada uma das torres recebeu o nome de um jardim botânico Europeu:  Montpellier,  Paris,  Pisa,  PáduaBolonha e Basel.

Aí você me pergunta. Que diabos você quer futucando esta história? Você não está morando, gostando, feliz com sua vista para o que restou da mata?

Explico. Já que a merda foi feita pela metade, vamos entender o que aconteceu para evitar que se repita com o que restou da área verde. Sei que estou agindo como paises europeus ou EUA, que depois de destruir suas matas, querem preservar as matas dos vizinhos.

Mas se alguém não colocar um freio, não vai restar folha sobre folha.

Vamos às perguntinhas básicas:

Por que o MP investiga o caso desde 2009 e só depois de mais de quatro anos, depois da obra construída e do leite derramado resolveu ajuizar a ação?

Como foi obtida a licença da prefeitura já que a área é de preservação?

Em que pé está o processo?

Quanto da área remanescente é ainda de preservação?

Por que o IBAMA não se manifestou, já que no terreno havia nascentes?

O terreno pertencia às famílias de Urbino de Aguiar, que deu nome à rua lateral,  e dos ex-governadores da Bahia Luiz Viana e Luís Viana Filho.  Um morador da Rua Urbino de Aguiar conta que havia um projeto de uma avenida ligando o Ogujá ao Bonocô, mas que foi abortado por Luís Viana para preservar a área. Essa história é verdadeira? onde pode haver informações sobre a origem do terreno?

Alguéns para responder?

Veja se o Google Maps foi atualizado aqui.

Facebook: https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/10201385580618233?stream_ref=10

PS

Os antigos moradores espernearam mas não teve jeito. A OAS cravou outras 5 torres aqui perto, o City Park Brotas, com 671 apartamentos e acesso apenas em rua de 7 metros de largura para a Ladeira do Acupe. http://sos-acupe.blogspot.com.br/…/afinal-o-que-esta.

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Só uma medida do Bonfim para superar a decepção

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A relação entre construtoras e compradores de apartamento na planta não é um negócio sério nem honesto e nem transparente.

A relação entre construtoras e compradores de apartamento na planta mais se assemelha a um encontro entre um cafajeste  e uma moçoila donzela e sonhadora. O desejo de um não é o sonho da outra.

E alguém se ferra.

Então nos convidaram para o tal dia da medida, dia em que a realidade se revela nua e crua. E menor ainda.

Apois. O apartamento decorado traz todos os tipos de armadilhas para criar uma ilusão de ótica. Espelhos pra todo o lado, colunas no meio das paredes omitidas, enfim, todas as armas de sedução pro besta cair.

E as mentiras não param só na ilusão de ótica. Na planta do folheto promocional do apartamentos que adquirimos da Agre/Agra/ PDG há uma  mesa na cozinha, bem bacaninha com dois lugares. Mas no apartamento real, conhecido por nós depois de quase dois anos de atraso, no tal dia da medida. a porta se abre para o lugar onde está a mesa na planta. Nem arrancando a porta a mesa cabe ali.

Enfim, você se enforca mais ainda para comprar um apertamento  e sai da primeira visita com a leve sensação de ter sido engabelado, tratado como otário. Mais uma vez.

Em ca(u)sa própria

O bloco de protesto mais divertido do Carnaval baiano deverá ter  este ano a participação de clientes da PDG, que amargam espera de quase 18 meses no recebimento de apartamentos comprados na planta, no condomínio Pátio Jardins, em Brotas. A ideia surgiu nas redes sociais, onde diversos compradores têm protestado contra o atraso, colocando na foto do perfi: Sou Cliente PDG e não estou satisfeito.

Na manhã deste domingo, cerca de 50 pessoas trocaram a praia por um protesto bem humorado na Avenida Paralela, em frente ao stand da empresa. Com apitos, cornetas,  faixas, mamães-sacode, chapéus de bobos-da-corte e perucas, estenderam duas faixas de protesto pelo atraso de frente para o fluxo de veículos.
Como no próximo domingo é Carnaval, surgiu a ideia de participar da festa fazendo a mudança simbólica, já que estão impossibilitados de fazer a mudança real.
Liana Baqueiro, funcionária pública, é uma das que já está bolando o pirulito de protesto para portar no trajeto da mudança do Garcia, na segunda-feira de Carnaval e que tem como marca registrada o protesto bem humorado. “Quem sabe o bom humor das nossas mensagens  não faça a empresa cair na real e ver que não adianta lançar  vários empreendimentos na cidade se não consegue dar conta dos que estão em andamento”, diz.
“O contrato com a PDG é absurdamente assimétrico, e isso a gente só descobre depois. Qualquer atraso, de um dia sequer, no pagamento previsto no contrato gera multas pesadas. Já a empresa vai atrasar quase 18 meses e não quer tomar conhecimento dos prejuízos dos compradores, como o pagamento de aluguel durante o atraso, por exemplo”, diz o também  funcionário  público Marcus Vinícius Gusmão, um dos clientes insatisfeitos com a empresa.

Os compradores do Pátio Jardins não estão sozinhos na espera. Cerca de 1.240 famílias, incluindo os adquirentes s dos empreendimentos Ikê, Tamari, atrás do Extra,  e Felicitá Garibaldi  estão prejudicadas com uma espera  de mais de 15 meses pela entrega dos seus imóveis.

“Quando fechamos o contrato, a previsão de entrega era para 2011. Depois tivemos adiamentos para março de 2012 e janeiro de 2013, que seria a data definitiva, mas  a PDG acaba de informar que tem uma nova data, fevereiro de 2013. Isso gera insegurança, não dá pra programar a mudança com essa incerteza nos prazos”, afirma o jornalista Nílson Galvão, também comprador de uma das unidades.

Além de se recusar a solucionar várias inconformidades na obra, a empresa também não quer ressarcir as perdas provocadas pelo atraso, como pagamento de aluguel, e continua reajustando o saldo devedor pelo Índice Nacional de Preços da Construção Civil. Os compradores reclamam também da falta de transparência da empresa, que tem adiado sucessivamente os prazos para entrega dos apartamentos, atrapalhando os planos das famílias.Na internet
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Saiba mais sobre a Mudança do Garcia no blog de onte foi copiada a foto que ilusttra este post: http://mudancadogarcia.wordpress.com/