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Pratigi

20/01/2017

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Nem palavra, nem imagem traduz esse mar do Pratigi. É preciso voltar sempre, admirar o arco de água, areia e coqueiros a perder de vista. Caminhar, mergulhar. Receber no final da tarde o abraço de pele da água com temperatura de gente por dentro.

Maré

23/01/2015
Pratigi

Pratigi

“Guarde suas lágrimas porque o pior está por vir”. Ando numa maré tal que há dias rumino esta fala do cavalo do jovem herói do conto infantil russo “O pássaro de fogo” quando algo errado acontecia. A frase cai como uma luva nas mentes chegadas a um catastrofismo como a minha embora no conto tudo acabe bem no final.

Só para ilustrar a maré, duas historinhas. Das mais amenas, porque isso aqui é mas não deveria ser muro das lamentações.

Sempre fui chegado a uma furadeira e empresto meus atributos de brocador. Atributos desmoralizados quando esta semana consegui fazer jorrar água com precisão de mira a laser em dois canos em duas paredes de um mesmo banheiro.

Sempre fui o preparador de ovos mexidos da casa deste quando éramos dois. Hoje somos cinco e o ritual começa com ovo por ovo despejado num copo antes de ir para a frigideira depois de avaliado. Resolvi colocar direto e pela primeira vez na vida misturei um goro, o último.

Viver é sempre  arriscoso mas tá na hora desta maré virar.

O jeito é ir para onde tenha sol, como diz a velha canção do Júlio Nastácia. O jeito é ir para o Pratigi.

É pra lá que eu vou.

De volta

01/02/2012

Você nunca deve voltar ao lugar onde foi feliz, já avisaram. O lugar é outro, você é outro e são outras as circunstãncias. Mas voltamos ao Pratigi para uma curta permanência de três dias e não perdemos a viagem. Estavam lá o Chalé Sabiá e a hospitalidade de Orlando. E a praia, imensa, amigável com as crianças, morna e iluminada no final da tarde. Enfim a alma resiste em ser pequena e o Pratigi é imenso. De volta à rotina, fica a lembrança das águas, aguas do mar, águas da Pancada Grande. Viva Oxum, viva Iemanjá, salve o 2 de fevereiro que chega daqui a pouco.

 

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Azul e branco

23/01/2009

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Não comungo da concepção católica de Deus mas tenho uma grande simpatia por templos católicos. E os do Baixo Sul são especialmente bem localizados, na maioria das vezes no alto de colinas,  na maioria das vezes com grandes escadarias como este de Ituberá na foto acima. E também  na maioria das vezes  azul e branco como a maioria dos barcos que navegam por aqueles braços de mar e ilhas.

Porta da igreja matrizDetalhe da porta da igreja

Se eu fosse pintar um quadro do Baixo Sul eu também pintaria em azul e branco. Tudo ali é céu, mar e espuma . E ainda tem de quebra o verde da vegetação exuberante e variada. As matas invadem as cidades, os mangues invadem as águas.

Clique na imagem para ver e ouvir a cachoeira em movimentoClique na imagem para ouvir e ver a cachoeira em movimento.

Acordamos no segundo dia de viagem na intenção de Pancada Grande, a cachoeira. Estive também ali a trabalho há uma década e pra minha surpresa o entorno da cachoeira mudou para melhor. Na época só havia os escombros da casa de máquina da velha hidrelétrica e muito lixo deixado pelos visitantes.  Se não houvesse a intervenção que houve talvez estivesse coalhada de barzinhos , churrasqueiras e muito arrocha como a cachoeira dos Prazeres, no Rio Jequiriçá.

Mas a Michelin, aquela do boneco gorducho, e dona do pedaço, se penitenciou do fedorzão que joga nos ares da entrada de Ituberá com sua usina de borracha e criou uma pequena reserva no entorno da cachoeira. Os carros dos visitantes são barrados numa zona de contenção a cerca de quinhentos metros da queda d´água e os visitantes caminham por um corredor de mata. Perfeito.

No final da manhã chegaram mais alguns banhistas. São aqueles pontinhos sessenta metros abaixo.
Os pontinhos à esquerda são banhistas que chegram no final da manhã

Como chegamos cedo, num dia de semana, tivemos o privilégio de sermos os únicos banhistas naquele início de manhã. O tempo passou rápido e a gente teve que voltar às pressas para fechar a diária do hotel antes do meio dia e partir para Pratigi para arriscar camping, pousada ou o tal chalezinho sonhado por Soraya.

E não é que o tal chalezinho  rolou?  Quarto exclusivo para o casal, meninos amontoados em bicamas na sala, bar americano, geladeira grande, relógio, fogão, escorredor, suporte de  garrafão de água mineral,  kit cozinha, rede na varanda e chuveiro quente, quintal, lavanderia, chuveirão  e um mercadinho perto.  Tudo isso por R$ 50 o dia. Pra quem estava preparado para gastar quase isso num camping, o sentimento foi de ter encontrado um cinco estrelas.  Tudo isso acompanhado da simpatia de Dona Lenice e de sua irmã Emília. Telefones para reservas:   (73) 9988 1598/ (71) 3249 2839.

Chalé SabiáChalé Sabiá

Deu ainda tempo para  um mergulho. Voltamos já noite, curiosos com a sugestão de Dona Lenice de um passeio pela praia a Barra do Serinhaém. As duas últimas fotos foram feitas no dia seguinte, mas reproduzem bem os programas e a alegria deste segundo dia de viagem.

Maria no PratigiMaria no Pratigi

Férias pra que te quero

01/12/2008

Entrevistei recentemente um médico e sua mulher. Eles viajaram o mundo todo. Todos os destinos básicos e exóticos. Todos mesmo. Sempre com muito conforto. Mas na última aventura, e ele já passa dos 80, foram acampar numa tenda mongol, sem direito a banheiro privativo.

Era o que eu precisava para me animar. Em vez de ficar esperando tempo bom, resolvemos cair na estrada de barraca mesmo, aqui na Bahia mesmo. Destino: Baixo Sul, continente e ilha, Pratigi e Moreré.


Maria e André já ganharam até mochila com saco de dormir, tranqueiras do Sam’s Club, onde há dois anos compramos uma barraca tamanho família subutilizada. Não largaram as mochilalas o dia inteiro. É o tipo de novidade que enche os olhos das crianças, já que além do saco de dormir,  vem com lanterna e garrafinha de água.

A renca está animada com o planejamento. O desafio é carregar o minimo, para não pesar na hora de encarar barco e deixar carro pra trás. Outro desafio,  com prûmio, é gastar menos para ficar um pouco mais do que os dez dias previstos.

Já estamos na virtual viagem.