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O mundo está isolado

Estou desconectado de internet pessoal até 31/12/2o11. Se for urgente ou pessoal disque (71) 9266 4097.

E já estou me sentindo a própria Inglaterra quando se rompeu um cabo de comunicação com a Europa: “O mundo está isolado”.

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Não foge, Mulher Maravilha

Ouvir a nenhuma variação sobre o mesmo tema da fuga da Mulher Maravilha a todo volume na pracinha de Iaçu me faz rever fortemente a ideia de passar os dias de velhice numa pequena cidade do interior.

Mas não tem revolta não. O mundo pertence a todos, ou seja, tem vários donos, e o melhor mesmo é usar a técnica da capoeira: esquiva. Vou pra casa e coloco os ouvidos fora do alcance.

A ideia era fazer um post sobre o feliz ano velho e quiçá, oxalá, quem sabe, queira deus, bom  ano novo.

O peso continua acima do aceitável, as dívidas no fermento  e todos os outros problemas a ignorar  solenemente meu otimismo.

Mas não me queixo de  2010.

Graças a uma agenda feita sob medida terminei o ano com meu trabalho de Barnabé no Estado, meus dois frilas fixos e meus outros tantos compromissos  sob controle.

Não sei a quantas pessoas interessa isso, talvez alguém que tenha o diagnóstico de TDAH, mas para um sujeito como eu, manter o foco em três frentes não é pouca coisa não, façanha de malabarista.

Sempre me dei mal com agendas. Começo,  abandono, esqueço em algum lugar, deixo de lado. Até o início deste mês quando me ocorreu a ideia de fazer um blog privado (só eu tenho acesso) e nele organizar a minha vida. Bingo!

Fiz apenas três posts. No primeiro, os compromissos do dia, no segundo os compromissos dos dias seguintes, no terceiro uma agenda telefônica. E só. Basta atualizar.

Para cada atividade criei uma página específica. Na lista de links, coloquei sites, facebook, twitter relacionados. Para a biblioteca de mídia foram os arquivos de imagem. Assim, onde quer que eu esteja, tudo que faço pode ser acessado, atualizado. Posso produzir a qualquer hora, em qualquer lugar. Basta estar conectado.

Até quando isto vai durar? Já dura bem mais do que as outras tentativas de agendar a vida.

Que venha então 2011!

Quem disse que eu voltei?

Voltei zorra nenhuma. Uma imensa distância entre intenção e gesto. E esse negócio aqui perdeu um pouco da graça sem Chorik. O Japa está fora de combate e faz uma falta dos diabos. Se pudesse, faria uma campanha para apoiar a ideia de Bernardo de irmos a Americana, sequestrar o Japa, dona Zezé e toda a renca e levar todo mundo pro Pratigi, pra comer peixe defumado no Jatimani, ver a lua cheia, jogar conversa fora numa varanda qualquer de uma pousada com o corpo salgado da praia do dia inteiro. Ah se eu pudesse e o meu dinheiro desse.

Mas não custa sonhar. Vai chegando o Verão e me vem diariamente a imagem daqueles dias de Pratigi e Baixo Sul. Como diz Maria, dias mais felizes da minha vida.

Continuo afastado dos amigos aí do lado, mergulhado no trabalho, viciado numa nova droga: cumprir prazos.

É, caros amigos, cumprir prazo e fazer as coisas do começo ao fim tem sobre mim um efeito mais forte do que um morrão fumegante. Bate legal. É sério.

Comentei isso com uma amiga entendida destas coisas de psicologia e ela disse que é isso mesmo, fechar a Gestalt dá barato. A frase em si não me disse nada, mas entendi perfeitamente o que minha amiga me disse e ela entendeu o meu barato. Interrompi na frase anterior a redação deste post para googlar  fechar a Gestalt e gostei deste resultado.

É isso aí, a minha droga deste Verão será fechar a tal Gestalt. Principalmente aquela de ir ao Baixo Sul.

Vamos Chorik?

P.S – E se desta vez Doutor Bernardo nos convidar para um chá na sua mansão cercada de verde próximo à ponte da Sesi? Soci? Saici? como é mesmo doutor? Levo dona Soraya amarrada e a renca maleducada solta.

Num é que voltei? Tou de onda. Fechei mais uma Gestalt.