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Clodoaldo Lobo

02/04/2013
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Hoje é um dia pra lá de especial para Clodoaldo Lobo. E amanhã também. Hoje ele lança o livro que reúne 44 dos seus textos, selecionados e organizados porNadja Miranda. E amanhã será homenageado na entrega do Prêmio Braskem. 

Fui convidado por Nadja para escrever um dos textos introdutórios do livro, ao lado de Luiz Marfuz e Katia Borges. Antes que você se pergunte o que entendo de teatro, respondo. Patavinas. Apenas recebi a incumbência de escrever algumas palavras como amigo de Clodoaldo, o que me deixou bastante feliz por participar da concretização deste sonho antigo. Parabéns Secult e A Tarde pela iniciativa e apoio.
Parabéns, Clodoaldo!

P.S: Edição em PDF: http://www.fundacaocultural.ba.gov.br/criticadeartes/2012/docs/Memoria-de-uma-Critica-Encantada.pdf

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4639910272513&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1&relevant_count=1

É hoje

06/06/2009

 

Mônica em geremiasClique na foto para ver o álbum.

Estréia de Mônica na peça Jeremias, na Sala do Coro do TCA.

Merda pra você, mana.

Vá entender, mas é desta forma estranha que o povo de teatro deseja sorte uns zon zotro.

A bela foto da procissão é de Haroldo Abrantes, furtada do portal A Tarde. Mônica é a última do lado direito, com o xale na cabeça. Faz o papel da mulher de Jeremias, o ator Antônio Fábio, ajoelhado ao seu lado.

P.S

Mundo Pequeno. Descubro agora o blog da autora do texto da peça, Adelice Souza.
Ela nasceu em Castro Alves, numa cidade e numa rua que fazem parte das cidades e das ruas da minha infância.

Paparazzo

27/05/2009

Da platéia do ensaio aberto de Jeremias, profeta da chuva, ontem,  na sala do Coro do TCA, saquei minha cyber-shot em meio aos cliques profissionais e registrei a mana Mônica em ação. Dona Edith, mãe coruja e sertaneja, estará na platéia da estréia, no próximo dia 6 de junho.

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Intrépida Trupe

10/10/2008

Desta vez eu peço para não espalhar muito. Convide somente pessoas muito especiais, principalmente quem nunca foi ao TCA. E desta vez a dose é dupla. A primeira é a tradicional, das 10 horas. A gente se encontra no bis, às 19 horas.

Se todos fossem iguais a você

12/09/2008

 

Você conhece o TCA por dentro? Pergunta idiota.

Você conhece alguém que não conhece o TCA por dentro? Outra pergunta idiota. Claro que não.

 

Mas e aquela figura que trabalha na sua casa, no seu trabalho, na portaria do seu prédio, atrás do balcão onde você compra pão, que lhe serve uma cerveja? É uma pessoa que você conhece, conversa, admira, elogia muitas vezes a batalha de viver com tão pouca grana.

 

Então dê a ela um presente, digamos, imaterial. Diga pra ela que neste domingo, às 11 horas, tem um espetáculo bacana,  o Viladança no TCA, a um real a inteira e meio real a meia.

 

Quem sabe a partir de segunda ela não vai se sentir mais igual a você?

 

P.S.

Você que se orgulha de nunca ter mandado um e-mail corrente, taí uma chance de ser mala por um dia. A causa é nobre.

P.S. 2 – Como todo e-mail mala corrente, vai aqui também uma trilha sonora, acima e abaixo. Da maior qualidade. É vero.

Olhos bem abertos em Policarpo e no Indignado

20/08/2008

Semana passada finalmente fui ver Policarpo na Sala do Coro, com direção de Marfuz, e ganhei a viagem. Caiu bem a alternância de texto e folguedos, que tornou o espetáculo ao mesmo tempo denso e leve. Cobrinha dá um show como Policarpo, o cenário tem uma solução criativa na disposição dos livros, o ritmo também é bom. As cenas da loucura de Ismênia sob o jogo de fita e a do delírio de Policarpo com as saúvas são daquelas que ficam na memória da gente.

Falar em loucura, fui em busca do tema na obra de Lima Barreto. Mulato, filho de louco, alcoolista e com um texto que incomodava, acabou mesmo no hospício. Não gosto de fazer apologia à loucura tampouco aos loucos, tem gente que gosta. Vi de perto o monstro e posso garantir que ele é bem feio. A loucura é solidão, é a incapacidade de compartilhar delírios.
Vá ver Policarpo. Garanto que você, além de não perder também a viagem, vai se diveritir e refletir sobre nossa locura, individual e coletiva.

E na sexta saí com os olhos molhados de riso e o fígado leve de O Indignado, culpa de Frank Menezes, dirigido por Guerreiro. Ele mesmo não resistia e parecia se divertir com os próprios cacos. As cenas que demonstram e explicam como funciona uma licitação e o comportamento do funcionalismo público, com base nas leis de Murphy, de Gerson e do mínimo esforço são impagáveis. Eu, como Barnabé, assino embaixo do texto de Simões.

É um monólogo, mas a gente nem se toca de que só há um cara no palco. Em alguns momentos, o fôlego de Menezes lembra p daqueles propagandistas com um microfone enrolado num pano e uma cobra elétrica na mala, que falam horas, fazem rir, vendem quilos de pomadas milagrosas nas feiras sertanejas e não deixam a peteca cair durante uma manhã inteira. Sempre achei que muita gente comprava pelo espetáculo. Também recomendo o Indignado. Desopila e faz pensar.

E a trilogia de boas peças freqüentadas na companhia de Soraya e Luluthica nas últimas semanas começou com A Gaivota, que já não posso indicar porque não está mais em cartaz. Mas graças a esta peça eu saí na Muito. Ainda não foi como capa, mas fiz minha estréia, no papel daquele que cochilava enquanto outros e a Madame sonhavam acordados diante da arte do grupo Piolin.

Concordo com todo o texto. Mas aqui me defendo em um ponto. Não foi o ritmo da peça que me fez dormir. Quem tem insônia braba entende o que aconteceu comigo naquela sexta-feira. Pode ser o melhor filme do mundo, a melhor peça, o melhor show. Quando o acúmulo de noites pouco dormidas atinge determinado ponto, babau. Pelo menos, em público, eu não ronco.

O Picolino, o marketing viral e o Oratório de Aurélia

29/07/2008

É impressionante a força da audiência da Globo. Algumas pessoas que sabem que eu sou colaborador eventual e macaco de auditório do circo me avisaram que viram a matéria. Também tenho aquele sentimento meio estúpido  de assessor,  que ficar feliz com este tipo de repercussão mas também  a consciência de que esta felicidade não passa de uma grande bobagem. A repercussão ajuda, mas não é tudo. Se fossem alinhadas todas as matérias sobre o Picolino que saíram nestes mais de 20 anos do circo e escola de circo daria para ir de Pituaçu a Abaeté e isso não mudou muito a realidade de carência e as dificuldades de Anselmo, que arranca seus últimos grandes fios de cabelos brancos para levar o barco.
Romário de Assis, o garoto que encerra a matéria, enfrentou uma bateria de testes e conquistou o papel de Professor, um dos protagonistas do filme Capitães da Areia

Clique na imagem para ver o vídeo

Falar em Anselmo, foi ele que deu a senha:  L’Oratorio d’Aurélia é imperdível (clique aí e veja o depoimento de um dos que piraram com o espetáculo). Anselmo viu uma performance da protagonista num festival de circo e recomenda.
E por falar em Picolino e Anselomo, encontrei casualmente uma das envolvidas na produção do Picolino no TCA no ano passado e ela sugeriu que eu repetisse a dose de um spam que deu certo.
Seguinte: o 
medo de cadeiras vazias na apresentação num domingo pela manhã, em um projeto recém-lançado, fez com que eu disparasse mais de 1500 e-mails  para a as minhas listas e para a rede do circo. O e-mail pedia que as pessoas convidassem quem nunca havia ido ao TCA. Não sei o grau de influência do e-mail mas não só o teatro lotou como houve necessidade de sessão extra. Fiquei com a fama.
Resolvi aceitar  a sugestão e vou repetir a dose. Caso você queira entrar na corrente é só copiar, alterar o que achar conveniente  e enviar para a sua lista o sequinte e-mail:
 

Você que gosta de teatro, de gente, de circo, de poesia – não necessariamente nesta ordem – pode ser patrocinador cultural. E terá que fazer apenas duas coisas: repassar este e-mail e levar a informação contida nele para quem não tem acesso à internet.
Explico: muito provavelmente as pessoas que trabalham na sua casa, na portaria do seu prédio, ou nos serviços gerais do seu trabalho nunca foram ao Teatro Castro Alves. Se estas pessoas tiverem filhos, possivelmente eles também não. E certamente nem pensariam em ir ao Oratório de Aurélia, espetáculo internacional que mistura circo, teatro e ilusionismo e encerra sua turnê no Brasil neste domingo, dia 03, às 19 horas. Os ingressos custam R$ 60 a inteira e R$ 30 a meia. Mas você pode informá-las que no mesmo domingo, às 11 da manhã, o espetáculo será 60 vezes mais barato, com inteira a R$ 1,00 e meia a R$ 0,50. Mas também é importante lembrar para seu convidado chegar pelo menos uma hora mais cedo. Para eliminar a ação dos cambistas, o teatro vende o ingresso na catraca, na hora da entrada. Bom espetáculo!

Acarajé e charque

18/06/2008

Mônica
Minha irmã Mônica Gedione, atriz e estudante de teatro, na  performance “Joana dos Alagados”, envolvida em camisa de charque e bezuntada de dendê, num trabalho escolar de teatro essencial.
Bota essencial nisso.

Indignado?

28/03/2008

Eu vou. Este cara é um dos melhores atores que já vi em cena.

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Mônica Gedione

17/02/2008

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Teatro Castro Alves lotado hoje para mais um Domingo no TCA. No palco a história de Luiz Gonzaga. E na platéia Dona Edith, minha senhora mãe, para assistir com Marcelo e Stael, a filha caçula no papel de Mãe de Gonzagão em  O Vôo da Asa Branca.Minha irmã Mônica Gedione,  atriz, é chegada a interpretar uma mãe. Foi também mãe de Raul Seixas, mãe do protagonista Roberto Zucco e avó de Portinari num espetáculo montado por Luiz Carlos Vasconcelos em São Paulo. Só lembro dela ter feito a filha em A Casa de Bernarda Alba, na década de 80, dirigida por Fernando Guerreiro numa montagem na Capela do Solar do Unhão. Mônica é esta da direita na foto, numa cena do Vôo, quando interpreta uma cantora de Rádio.

Nosso grande teatro

22/04/2007

Em russo, bolshoi quer dizer grande. Temos também na Bahia o nosso bolshoi teatro Castro Alves, no Campo Grande. E o nosso grande teatro da Praça Dois de Julho vive dias agitados. Seus 1554 lugares têm sido tomados de assalto por crianças, jovens, adultos e idosos, saídos dos mais improváveis cantos da cidade aos domingos pela manhã. Em março foi o balé, em abril o circo, em maio será o teatro e em junho a música da Orquestra Sinfônica da Bahia.
Para o domingo reservado ao Circo Picolino foi necessária uma sessão extra, ao meio-dia. E a dupla sessão lotada contrariou aquela antiga marchinha que diz que todo mundo vai ao circo menos quem não tem dinheiro para pagar ingresso e fica de fora escutando as gargalhadas. Ficava, porque o ingresso da matinê do TCA custa R$ 1. Crianças e estudantes pagam 50 centavos.
Como que saída do nada, também surgiu uma tropa de vendedores de pipoca, água e refrigerante. Este pequena divisão do nosso exército de ambulantes, com faro aguçado para aglomerações, transformou a calçada em frente do teatro em quermesse.
No palco – ou picadeiro – o povo se viu na cena do ônibus lotado. Passageiros contorcionistas jogados para cima, de cabeça pra baixo, enroscados um nos outros por freios de arrumação, representaram com humor o cotidiano bizarro dos ônibus lotados da nossa cidade. Mas o público se viu também no trapézio, nos tecidos, na pirâmide humana, nos saltos, no hip hop e na poesia de Mario Quintana e Maikoviski. E aplaudiu do começo ao fim o premiado espetáculo cenascotidianas@cir.pic. .
Muitos ali na platéia viviam a primeira experiência de circo e de Teatro Castro Alves. Quem não se lembra da primeira vez em que entrou no TCA, nosso maior teatro?
O preço do ingresso facilita esta primeira experiência para muitos. Mas há ainda o custo do transporte. Para uma família que mora na periferia, só o deslocamento para o teatro pode representar 20% do salário. A Picolino fez então uma campanha de marketing viral, num e-mail que trazia esta conta detalhada e o pedido para que as pessoas se transformassem em patrocinadora do transporte de quem não pudesse pagar. E desse a oportunidade a alguém que trabalhasse em suas casas, edifícios ou empresas de ir ao teatro. Deu certo.
Este foi o segundo espetáculo do projeto Domingo no TCA, uma iniciativa de formação de platéia fundamental para a democratização dos espaços públicos, construídos e mantidos com recursos da sociedade. Foi um domingo histórico para a Picolino. E também para o nosso jovem grande teatro, que colhe aplausos populares para comemorar os seus 40 anos

Publicado na página 3, Opinião, do Jornal A Tarde de 21 de abril de 2007.