Posts Tagged ‘Tihany’

Circo Uga Uga

30/03/2013

Sem título

 

O espetáculo vai começar…
Nesta hora todo circo se iguala. Picolino, Soleil, Tihany, Circo de Moscou, Uga Uga. Ou melhor, eu me igualo.

Se tiver que escolher entre Tihany e Soleil, Abrakadabra

31/03/2012

O ideal é ir aos dois. Mas se tiver que escolher, fique com o Tihany. Quem sugere sou eu aos 5 e 51 anos e Maria aos 7, que ontem, olhos no picadeiro,  decidiu se casar com um acrobata quando tiver “uns 29 anos”.  Precisa falar mais sobre o fascínio da menina? Do meu, quem lê este coco pequeno já tá de lona cheia de saber. E ontem estas três crianças tomaram um banho de felicidade vermelha e quente, o tom  predominante do Tihany.

Vivemos dias de circo em Salvador. Portugal  (o avião passa agora nos céus anunciando o espetáculo de hoje), Tihany e em breve Soleil, num crescendo do menor para o maior. Não vi ainda o Portugal, do Soleil vi Quidan, em 2009. Mas se o Soleil é o melhor do mundo, por que escolher o Tihany?

Talvez porque o Soleil seja perfeito. Tudo cronometrado ao milésimo, sem erro, sem excesso, com a precisão da medalha olímpica, da nota 10 de ginasta eslavo. Tão perfeito que chega a ser adulto.

O Tihany tem o grau de dificuldade dos números no mesmo patamar do Soleil e de quebra tem o  excesso de luz, de cor, de som, de breguice e a modernidade necessária,  como um palhaço (foto) que conduz o espetáculo Abrakadabra de forma brilhante, fazendo da troca de cenários um show a parte e esperado. O Tihany é mais Circo.

A ida ao circo ontem foi também meio mágica. De repente, dois convites para a estreia surgiram na minha caixa de diálogo mensagem do facebook, quase 7 da noite. Era a chance de ir de renca, as inteiras estavam garantidas. Soraya não pode porque estava trabalhando, Luísa preferiu manter o programa com as amigas, André simplesmente não quis. Todos eles perderam. Não perca você.

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2953442111863&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Quase

13/08/2009

Ontem voltei aos meus cinco anos. Luz, muita luz. Cor, todas as cores. Som, o violino ainda reverbera. Movimento. Corpos em movimento, num mix perfeito da babel humana. Realismo fantástico em cena. Dor e alegria. Tudo absurdamente sincronizado, roçando o limite da possibilidade humana. Quidam é um espetáculo do corpo. Não, não é por acaso que eles carregam o título de melhores. E eles são, de fato, os melhores do mundo. Conseguem ser quase tão bons quanto o Tihany dos meus cinco anos. Veja aqui.

Mais:  circopicolino.org.br

O pó Royal, o circo Tihany e o infinito

31/03/2009

po-royal 

Alegria imensa hoje ao ver no cá c´os meus botões, de Chistiana Fausto uma foto de uma lata de pó Royal e um post sobre como ela viu ali o infinito quando criança. Alegria por uma espécie de reencontro no passado. Ela, menina em Caetité. Eu, menino em Conquista. Ambos diante de uma lata de pó Royal, diante do infinito.  

Ao ver o post lembrei de um comentário que fiz no Blog de Ari no ano passado, sobre este  espanto infantil. Fui ao Google e… encontrei. Veja aqui.  

Lembrei também da sensação de infinito que me passou o picadeiro, e repito aqui um post de 27 de março de 2007, quando falo das cortinas do circo Tihany, outra pista  do infinito. Eis o post: 

  

Tinha mais ou menos a idade de André, meu filho de cinco anos. Era mais ou menos uma noite de 1966. Dormíamos todos embolados, todos os três irmãos de então, em camas ajuntadas num grande quarto no hotel Maringá, em Vitória da Conquista.  

Todos, menos eu. Foi minha primeira insônia. Revirava na cama e na cabeça piscavam as luzes do circo Tihany, roncava o som das motocicletas do globo da morte, cintilavam as roupas dos artistas, soava a bateria que fazia o repicar das cenas de suspense. E ainda tinha mulheres e homens alados, a dar cambalhotas no ar e a fazer encontrar mão com mão, numa precisão que dispensava as redes. 

  

O circo trouxe a minha primeira lembrança de infinito: aquelas cortinas desnudavam as moças de coxas brancas cintilantes e não acabavam nunca. Nem as coxas, nem as cortinas. 

O circo foi meu primeiro espetáculo, onde eu fui pela primeira vez platéia. Chegou na minha vida antes da televisão, antes do cinema, muito antes do teatro. Chegou na minha vida pra dizer que existe um lugar onde é possível sonhar acordado. E este lugar é a cabeça de uma criança insone. Este lugar é o picadeiro. 

Viva o circo! Viva o circo Picolino! 

 

Primeira insônia

27/03/2007

Tinha mais ou menos a idade de André, meu pequeno filho de cinco anos. Era mais ou menos uma noite de 1966. Dormíamos todos embolados, todos os três irmãos de então, em camas ajuntadas num grande quarto no hotel Maringá, em Vitória da Conquista. Dormiam todos, menos eu. Foi minha primeira insônia. Revirava na cama e na minha cabeça piscavam as luzes do circo Tihany, roncava o som das motocicletas do globo da morte, cintilavam as roupas dos artistas, soava a bateria que fazia o repicar das cenas de suspense. E ainda tinha mulheres e homens alados, a dar cambalhotas no ar e a fazer encontrar mão com mão, numa precisão que dispensava as redes.
O circo trouxe a minha primeira lembrança de infinito: aquelas cortinas desnudavam as moças de coxas brancas cintilantes e não acabavam nunca. Nem as coxas, nem as cortinas. O circo foi meu primeiro espetáculo, onde eu fui pela primeira vez platéia. Chegou na minha vida antes da televisão, antes do cinema, muito antes do teatro. Chegou na minha vida pra dizer que existe um lugar onde é possível sonhar acordado. E este lugar é a cabeça de uma criança insone. Este lugar é o picadeiro.
Viva o circo! Viva o circo Picolino!